30.8.05

clorofilia





eu sou a chuva,
entre os pinheiros nocturnos e calmos
a caruma e as estrelas no meio das copas,
eu sou a chuva a horas tardias
noite-jardim, de mangueira em punho

brincando e fazendo curvas
com o jacto de água que sai...
do ponto de vista do jardim
eu sou a chuva

as gotículas agarram-se às folhas
os aromas desprendem-se das plantas
molhadas

alfazema, hortelã, cidreira
canteiros que são ecossistemas
plantas silvestres,vasos

brincando e fazendo curvas
com o jacto de água que sai:
eu sou a chuva!

12 comentários:

rafael disse...

a imagem é, para variar, do gerhard richter

Anónimo disse...

Eu sou o sol, que teima em aparecer, depois da chuva eu sou, EU que adorei este poema...

Pi

Anónimo disse...

Ah esqueci-me, beijo de chuva para o querubim ;)

Pi

L.Gato disse...

Estive em Nova Iorque em 2002 e tive a sorte de apanhar uma exposição do Richter no MoMA.
Fiquei completamente extasiado.
Nunca pensei que fosse possível pintar assim; nunca pensei sentir tanta força num quadro.

zé portofino disse...

muito bom ;)

hamly disse...

isto é uma urinação? :D
(kidding) LOL :D

Gosteiiiiiiiii! :D

mmmnnnrrrg disse...

fostes aos apertado?
ouvi dizer que vais ter um livro novo... quando queres falar sobre isso?
Ax

António Cabochão disse...

A chuva molha a terra. Gosto de molhar a minha terra.
-Maria!

hamly disse...

Livro novo?! :D

querubim disse...

Pi és o sol
este poema é o sol
rafael és o sol
fausto és o sol

:) beijo e abraço respectivamente

Anónimo disse...

Querubim

Um dia vais entender porque escrevi: Eu sou o sol, ou talvez o Rafa te explique, é que eu sou mesmo a SOL

Pi

querubim disse...

Pi, escrevi que vocês são o sol porque vocês são mesmo o sol :)