29.11.12

Ruminações no Asfalto (na rádio stress)

http://blog.stress.fm/2012/11/ruminacao-no-asfalto-grandeza-do-mar.html



começo uma colaboraçãozinha com a rádio stress; são pequenos textos, improvisados em áudio, que me estão a dar muita pica. é uma maneira diferente de "escrever", de produzir texto: em vez da mediação da caneta ou do ecrã: improvisar directamente para o gravador... uma experiência...

7.10.12

Escrita Criativa
Construir a Narrativa
por Rafael Dionísio
Livraria Sá da Costa
(Sábados; 17h às 19h30)
(ou seja dias 3, 10, 17 e 24 de Novembro e 1, 8 15 e 22 de Dezembro) .
(oito sessões de 2,5 horas = 80 euros)
( número de participantes: entre 3 e 7. )
*
* *

A quem se destina:
A todos os que tenham interesse em desenvolver processos criativos no âmbito da palavra escrita, tanto numa perspectiva de desenvolvimento pessoal como na perspectiva de quem aspira a construir uma obra narrativa de algum fôlego.

Modo de funcionamento:
As aulas funcionam com breves exposições teóricas sobre vários temas narratológicos seguidos da apresentação de enunciados e da sua resolução e discussão.

*
* *
Missão do Curso:

  • Melhorar a expressão escrita.
  • Exprimir o mundo interior.
  • Desenvolver capacidades narrativas.
  • Ganhar capacidades ao nível da construção e desenvolvimento de uma estória.
  • Aventurar-se a escrever com algum nível de complexidade.
  • Tomar consciência das especificidades e estruturas narrativas.
  • Montar um texto por partes articuladas que faz um todo maior.

Filosofia deste Curso

O género narrativo, de que o conto e o romance são exemplos, é o género literário mais prestigiado desde o século XIX.
Este é um curso especial dedicado a elaborar um texto com alguma complexidade e extensão. Um texto do género narrativo. O texto é desenvolvido com exercícios. Estes desenvolvem-se por módulos. Esses módulos são independentes mas com uma certa lógica na continuidade. O objectivo é, na segunda parte, construir um texto com alguma amplitude. Fazendo uma montagem gradual dos módulos de texto que vão sendo desenvolvidos na aula. Os módulos seguem uma estrutura que se baseia nas principais categorias da narrativa.
Sendo um curso do lado do fazer (criar) mais do que do aprender (estudar) há a seguinte lista de tópicos teórico-práticos que serão abordados como assuntos/exercícios na seguinte:



Estrutura do Curso

I Parte (aquecimento)

Primeira sessão
Apresentação. Dissertação inicial sobre livros e escrita. Ordenar Palavras. Listagens. Reordenar palavras e expressões. A proto-frase.

Segunda sessão
Escrita Automática. O Sintagma Nominal. Intersecção de Campos Semânticos. Outros Exercícios genéricos de EC.


II Parte (narrar e criar)

• Terceira sessão
Descrição, narração e diálogo. Focalização e narrador. Tipos de personagens. Hierarquia entre elas.

Quarta sessão
Espaços pertencentes às personagens. Relação das personagens com lugares físico-emocionais.

Quinta sessão
O Tempo como categoria da narrativa. A tipologia de Propp como desencadear de acções narrativas.

Sexta sessão
Acontecimentos molares e moleculares. Narrativa de encaixe (noutro tempo, paralela à acção, etc.).

• Sétima Sessão
Digressão num ponto da narrativa. Justaposição e encadeamento de sequências

• Última Sessão
Fechar a narrativa. Unir ou apagar pontas soltas. Reflexões.


Nota Biográfica:
O monitor deste curso, Rafael Dionísio, é escritor, nasceu em 1971, e publicou, além de dispersos, sete livros, (três romances, dois de poesia e dois de prosa poética). Prepara a publicação de um grande romance (semi) histórico O Tempo da Geração Espontânea.
Ministra cursos de Escrita Criativa desde o fim dos anos noventa, ultimamente orientados para a construção da narrativa.
Prepara uma tese de doutoramento na área da Crítica Textual intitulada A Produção de Ernesto de Sousa sobre Arte, História da Arte e Estética.
Gosta de ler, aprender, discutir coisas, conversar, desconstruir inventar, jogar e, claro, escrever.

Novo Curso de Escrita Criativa


28.5.12

E ontem à noite? Barulhos na cozinha. Fui ver, penas e sangue por todo o lado. A macabra brincadeira já durava há largos minutos.
O gato ainda não tinha morto a rola mas mastigava-lhe as asas. Ela tinha o olho parado, estava imóvel, a fingir de morta, a pupila viva como um grito. Tive de dar o golpe de misericórdia ao infeliz animal. Fui buscar a pá da lareira e estrangulei-lhe o pescoço, de cima para baixo, num movimento de guilhotina. Ela debateu-se na aflição, esperneando até ficar sufocada. O gato aproveitou o movimento para a puxar e ela soltou-se da espátula. Mas o esforço depois de ter sido torturada pela cozinha (penas arrancadas e o chão todo lambuzado de sangue). O esforço foi demais e o bicho morreu. O olho, que em pânico brilhava com uma alma, uma luz, estava baço e sem vida. (vi isto, da luz dos olhos a apagar-se, também quando o meu avô morreu).
A alma, a pneuma, essa vai rolando pelo mundo. Já o gato começou a comer a ave morta. Comia com ganas, já não havia nada para brincar, e depois da morte tem que se comer rápido antes do envenenamento da podridão. Eu peguei no bicho morto e meti-o na rua, juntamente com o gato. Na manhã seguinte o corpo havia desaparecido. E as formigas atarefavam-se, em filas de supermercado, de volta da cabeça e das patas que estavam a encaixar no vazio, onde tinha sido o corpo.
Uns morrem, outros vivem. 
 

5.3.12

rafael dionisio no canal q

http://videos.sapo.pt/8ts31ZgtiPThdu4Ef7cZ

29.2.12

http://videos.sapo.cv/8ts31ZgtiPThdu4Ef7cZ