poesia em prosa quase todos os dias. cadernos de fausto. literatura. o poeta.

João Rafael Dionísio

2.12.09

outra vez nas bancas

Olá amiguinhos, a foto abaixo enche a minha família de orgulho e alegria. São os meus livrinhos bons para dar à família no natalixo.

beijinhos, e não mexam muito no pipi. no vosso e dos outros(as). deus tem inveja que mexam no pipi.

ah!, a foto (fotografia, vá...) abaixo, é de um escaparate na fenaque do chiado.







30.11.09

exposição RUI

No sábado foi a inauguração da exposição do colectivo RUI.
Num belíssimo palaceto ali no campo grande.
Adorei as performances e as obras de arte que aquela malta expôs.
Temos artistas!... Uma exposição muito fixe.
daqui a duas semanas vai haver mais uns concertos e vou dizer uns poemicos meus.



O Movimento de Artistas Românticos Utópicos Ingénuos Selvagens – R.U.I.S. – apresenta a sua primeira exposição em Lisboa,
no Campo Grande nº 185,
de 28 de Novembro a 18 de Dezembro de 2009.



Ana Menezes, Ana Teresa Maga, José Mendonça, Patrícia Caldeira



Horário: Terça a Sábado, das 13h às 19h.
Local: 185, Campo Grande, 1700 Lisboa.
Transportes: metro Campo Grande ou Cidade Universitária; autocarros 7, 36, 701, 750, 767.
(Ao lado do Horto do Campo Grande)



Exposição de artes plásticas, vídeo, performance, tertúlia e concertos.
Todos os Sábados às 21.30h haverá performance 4 mulheres e concertos Love Songsz e Trash Nymph.
Encerramento dia 18 de Dezembro com lançamento do Fanzine R.U.I.S. e concerto com Presidente Drogado e Marciana Verde às 22h.


Esta exposição conta com o apoio da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Viborel, Associação Bomba Suicida, Geraldine, Câmara Municipal de Lisboa, Securitas e Atelier Mike Goes West.

21.11.09

os ossos sombrios






poliedro, esquadro e melancolia
os ossos tornaram-se úmbricos
húmidos de existência e esgar

um labirinto já adulto
recordação de infância batida
planície já muito cansada
e um comboio de pedras

torres de babel
espiral de fumo branco
animal mitológico acorrentado
depois do depois, mais além,
ave de rapina no plenilúnio
o jardim respira noite

uma flor nefelibata
o céu sarampo de estrelas
a mão sonha quando escreve
reflexo como no metal
os olhos cor-de-morte

um pequeno lago onde rãs
corria feliz por entre o nada
com os ossos sombrios

12.9.09

caixa negra do absurdo

nascimentos grandes ferros
as pessoas quando sofrem
energias más, signos, suicídios
caminhos de ferro na noite

olhos cheios de monstros
uma revolta surda-muda
sonhar que temos asas, voamos
as ondas reflexos luzinhas
e um avião de passageiros despenhado

o exercício do medo prossegue
a resistência psíquica cede
a imaginação viaja cordilheiras
as estradas vão para longe

o caminho não é por aqui
o caminho ainda não existe
a caixa negra do absurdo

uma última paragem de autocarro
um balde cheio de doenças
m aquário onde os moribundos
caminhos podres, espectrais
e uma fechadura secreta.

6.8.09

o escriba escrito





irrealismo crónico e profundo

textos todos riscados

aqui e ali uma palavra

espreitando através do naufrágio

inoculado de ódio


cérebro raiz de gelatina

por vezes nada se aproveita

a paisagem a enferrujar indefinida

ao longe disparos desconvictos

e ao perto a radiação


o sangue nos seus circuitos

os pássaros com vertigens

mais palavras riscadas

uma palavra a espreitar

o arame farpado de rasurados

é a génese do não-nascer


as palavras são muito pequenas

as letras, essas, minhocas

um verme humano portanto

a secretar segredos

e a debater-se na escuridão

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