12.9.09

caixa negra do absurdo

nascimentos grandes ferros
as pessoas quando sofrem
energias más, signos, suicídios
caminhos de ferro na noite

olhos cheios de monstros
uma revolta surda-muda
sonhar que temos asas, voamos
as ondas reflexos luzinhas
e um avião de passageiros despenhado

o exercício do medo prossegue
a resistência psíquica cede
a imaginação viaja cordilheiras
as estradas vão para longe

o caminho não é por aqui
o caminho ainda não existe
a caixa negra do absurdo

uma última paragem de autocarro
um balde cheio de doenças
m aquário onde os moribundos
caminhos podres, espectrais
e uma fechadura secreta.

4 comentários:

Anónimo disse...

como sempre: gosto muito!

beijinhos, miúdo giro.

conchinha

Van disse...

Muito bom. Este e o anterior. ;) sempre em forma.

beijinho

Dinis Lapa disse...

Falas dessa caixa negra, dizes que é absurda. Para mim, já não é absurda, é ridícula. A chave é secreta mas existe.

um abraço daqueles

maria disse...

gostei.**