15.3.08

exercício de diagnóstico




a poesia é um sintoma, não a doença

a fragilidade do corpo em ansiedade

o mundo é cada vez mais uma auis raris

os gestos foram riscados do mapa

é tudo tão difícil, tão difícil...



o mundo despreza as pessoas

um ninho de ovos, crianças podres

o rosto a torcer-se em psicose

homem escolho derrubado com gritos

o coração é uma caverna convulsa

as paredes pinchadas de sangue



dar de comer lenha ao fogo

morfologia de monstros e de micróbios

o mundo não tem interesse nas pessoas



as comissuras da boca em desânimo

a traqueia estrangula-se de depressão

dantes não era tudo tão negro

já nem me lembro da vida

é no silêncio que o terror rebate o eco

o sol enferrujou no horizonte

e amanhã recuso-me a acordar


6 comentários:

Akinogal disse...

This comment has been removed because it linked to malicious content. Learn more.

Hand Team Association disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Hand Team Association disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Van disse...

Cada vez melhor. Gosto desta escrita.

Beijinhos

Van

salomé disse...

quando é que me mandas a peça?
já fiz um contacto.
beijuus

Gardagami disse...

See here or here