8.3.09

mandíbula





altas e baixas pressões
palavras, espirais, labirintos,
a cratera enquanto obra de arte
círculos, árvores cubistas
um tronco encalhado na areia
gaivota a imitar esfinge

talude com raiva tectónica
símbolos, civilizações, barómetros,
a ciência da inobjectividade
a morder-se no dorso
céu caixa torácica
mil reflexos no mar
a luz, a luz, a luz

labirinto antes do labirinto
havia ali uma passagem
as vozes que falam ao longe
era numa subida, acho eu,
a pulsação do sangue
passeio pelas falésias frustradas
e o sol a debater-se
com o horizonte

1 comentário:

Dinis Lapa disse...

Sempre gostei de ler Esperança e Desassossego em labirintos cubistas. Muito bom, até agora nenhum poema teu me desiludiu. Tem cuidado com a pressão!

reescreves?