10.9.06

(sonho/ jau)

"um sítio que era um vale, no entanto assim meio em socalcos meio quase declive ligeiro declive. a quinta antiga. os palheiros, as casas dos animais ao lado dos outros edifícios risíveis como galinheiros e coelheiras. tinha havido uma tromba de água e havia toneladas e toneladas de água, esse monstro aquático das inundações que afogam fluxo de água que debaixo de água todos. e havia compactos detritos que lama compactada, encostado às construções agrícolas como esterco dos céus, havia muita gente morta por todo o lado gente morta. com os braços no ar a emergirem do lodo, expressionistas a pedirem a ajuda de deus que nunca veio existe, havia um novo lago onde lago talvez de água de metro e meio. tinha havido uma tromba de água e por isso muita gente debaixo sepultada debaixo enterrada no lodo como areia movediça morrer lá dentro. e alguns cadáveres no meio do lixo. as crianças atiravam-se miúdos para dentro do lago como se atiram euforia em qualquer tanque ou lago urbano. tentavam não bater nos corpos corpos barrigas inchadas pareciam chocos gigantes mortos com a barriga branca cheia de água morta. não bater nos corpos ao mergulharem os rapazes a saltarem para dentro de água. como quem saltar dentro água depois fugir limos. fugir na água de uma alforreca ou de qualquer bicho peganhoso debaixo de água.
havia braços e pernas a saírem dos montes de lama parada, como se fossem cepos e cotovelos. como se fossem lixo. e as crianças atiravam-se os rapazes em calções para o banho, para o lago, num chinfrim de crianças euforia no verão.
acordei, devo mesmo estar a ficar chanfrado da cartolina... "

(- o humprey boghart acabou de esbofetear uma gaja bêbeda duas vezes no filme que está a brotar da televisão...
- isso é um clássico pá!)

1 comentário:

Van disse...

Este texto é um sufoco...
(sempre reacções)

Beijinhos da gravida... :)