7.10.12

Estrutura do Curso

I Parte (aquecimento)

Primeira sessão
Apresentação. Dissertação inicial sobre livros e escrita. Ordenar Palavras. Listagens. Reordenar palavras e expressões. A proto-frase.

Segunda sessão
Escrita Automática. O Sintagma Nominal. Intersecção de Campos Semânticos. Outros Exercícios genéricos de EC.


II Parte (narrar e criar)

• Terceira sessão
Descrição, narração e diálogo. Focalização e narrador. Tipos de personagens. Hierarquia entre elas.

Quarta sessão
Espaços pertencentes às personagens. Relação das personagens com lugares físico-emocionais.

Quinta sessão
O Tempo como categoria da narrativa. A tipologia de Propp como desencadear de acções narrativas.

Sexta sessão
Acontecimentos molares e moleculares. Narrativa de encaixe (noutro tempo, paralela à acção, etc.).

• Sétima Sessão
Digressão num ponto da narrativa. Justaposição e encadeamento de sequências

• Última Sessão
Fechar a narrativa. Unir ou apagar pontas soltas. Reflexões.


Nota Biográfica:
O monitor deste curso, Rafael Dionísio, é escritor, nasceu em 1971, e publicou, além de dispersos, sete livros, (três romances, dois de poesia e dois de prosa poética). Prepara a publicação de um grande romance (semi) histórico O Tempo da Geração Espontânea.
Ministra cursos de Escrita Criativa desde o fim dos anos noventa, ultimamente orientados para a construção da narrativa.
Prepara uma tese de doutoramento na área da Crítica Textual intitulada A Produção de Ernesto de Sousa sobre Arte, História da Arte e Estética.
Gosta de ler, aprender, discutir coisas, conversar, desconstruir inventar, jogar e, claro, escrever.

Novo Curso de Escrita Criativa


28.5.12

E ontem à noite? Barulhos na cozinha. Fui ver, penas e sangue por todo o lado. A macabra brincadeira já durava há largos minutos.
O gato ainda não tinha morto a rola mas mastigava-lhe as asas. Ela tinha o olho parado, estava imóvel, a fingir de morta, a pupila viva como um grito. Tive de dar o golpe de misericórdia ao infeliz animal. Fui buscar a pá da lareira e estrangulei-lhe o pescoço, de cima para baixo, num movimento de guilhotina. Ela debateu-se na aflição, esperneando até ficar sufocada. O gato aproveitou o movimento para a puxar e ela soltou-se da espátula. Mas o esforço depois de ter sido torturada pela cozinha (penas arrancadas e o chão todo lambuzado de sangue). O esforço foi demais e o bicho morreu. O olho, que em pânico brilhava com uma alma, uma luz, estava baço e sem vida. (vi isto, da luz dos olhos a apagar-se, também quando o meu avô morreu).
A alma, a pneuma, essa vai rolando pelo mundo. Já o gato começou a comer a ave morta. Comia com ganas, já não havia nada para brincar, e depois da morte tem que se comer rápido antes do envenenamento da podridão. Eu peguei no bicho morto e meti-o na rua, juntamente com o gato. Na manhã seguinte o corpo havia desaparecido. E as formigas atarefavam-se, em filas de supermercado, de volta da cabeça e das patas que estavam a encaixar no vazio, onde tinha sido o corpo.
Uns morrem, outros vivem. 
 

5.3.12

rafael dionisio no canal q

http://videos.sapo.pt/8ts31ZgtiPThdu4Ef7cZ

29.2.12

http://videos.sapo.cv/8ts31ZgtiPThdu4Ef7cZ